Justiça ordena realização de novas eleições na CGADB sob comando de um interventor judicial



As eleições para a Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB) terão que ser realizadas novamente, sob o escrutínio de um interventor judicial, a fim de que o processo não contenha falhas e novas polêmicas.

No último dia 09 de abril, a CGADB descumpriu uma liminar que suspendia o pleito e realizou a votação, por meio eletrônico, resultando em vitória do pastor José Wellington Junior, filho de José Wellington Bezerra da Costa, que presidiu a entidade por aproximadamente 30 anos.

A juíza Angélica dos Santos Costa havia determinado a suspensão da eleição, pois considerou que a CGADB agiu para formar “fumus boni juris“, expressão em latim que significa “fumaça do bom direito”, ao não permitir que o interventor judicial assumisse o comando das eleições do último dia 09 de abril e assim, excluísse as 10.479 inscrições sob suspeita.

A polêmica ganhou um novo capítulo na última terça-feira, 18 de abril, quando o interventor judicial, Márcio J. Costa (OAB-RJ 49.563) notificou a entidade de que o resultado das eleições estava suspenso. No documento, ele ressalta que todos os atos praticados pela Comissão Eleitoral da entidade são nulos, incluindo a captação de votos e a publicação do resultado.

Dessa forma, o ato de posse do pastor José Wellington Júnior também foi anulado. O interventor também informou que todo o processo eleitoral será reiniciado, com seu acompanhamento. Se a medida for descumprida, o pleito será anulado e, novamente, será necessário realizar novas eleições, do zero.

De acordo com informações do portal JM Notícias, o interventor determinou que a CGADB publique a decisão em seu site oficial, e se isso não for feito, novamente a entidade estará descumprindo uma Ordem Judicial.

O pastor Cícero Tardin, que concorreu ao pleito e ficou em terceiro lugar, comentou a decisão do interventor judicial: “Esse deveria ser o procedimento da CGADB e da Comissão Eleitoral, que era cumprir a Ordem Judicial para não chegarmos a esse ponto. Vejo com bons olhos a decisão da Justiça do Rio de Janeiro em se manifestar sobre a eleição nessa hora. Precisamos ser exemplos para a sociedade e trabalhar com transparência”.
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