"Homofobia é pecado, mas Cristofobia também é e precisamos falar disso", diz ex-gay

David Bennet abandonou a prática da homossexualidade após se entregar a Jesus e lamenta o discurso de ódio também vindo do movimento LGBT contra cristãos.
David Bennett. (Foto: Alex Baker Photography)Alguns dias atrás, ativistas protestaram contra o Clube 'Athenaeum', em Melbourne, Victoria, onde Margaret Court, a lendária tenista feminina da Austrália e de confissão de fé cristã, foi convidada a falar pelo Partido Liberal do país. O motivo dos protestos estava diretamente ligado à opinião de Court, abertamente contrária ao casamento gay.

 Alguns ativistas amargurados gritavam durante o discurso de Margaret: "A Homofobia tem que sumir" e, "Gays, héteros, negros ou brancos, o casamento é um direito civil".

No entanto, um detalhe do vídeo não foi incluído nos meios de comunicação. Os ativistas a favor do movimento LGBT também gritavam: "Ei, Margaret! Vá para o inferno".

Comentando tal ocorrência, o autor cristão, teólogo e ex-gay David Bennett classificou o caso como um claro exemplo de ódio contra uma cristã que decidiu expor seus princípios de fé e decidiu desafiar o movimento LGBT a não adotar mais este tipo de 'discurso de ódio', que seus próprios ativistas tanto insistem em "combater".

"Agora estou escrevendo para desafiar o lobby gay a parar com o ódio e corrigir esta situação, que já foi longe demais", afirmou o pastor em um artigo intitulado "Homofobia é pecado, mas cristofobia também é e precisamos falar disso", publicado no site 'Christian Today'.

"Como um cristão que abandonou a prática da homossexualidade e concorda com a visão cristã sobre o casamento, e como alguém que se tornou cristão, após ter sido ativista agnóstico dos direitos dos homossexuais quando tinha 19 anos, vejo esse vilipêndio aos cristãos como algo em que me soa tão forte quanto a homofobia. Eu experimento o efeito do ódio como alguém que se sofre por ambos os lados", acrescentou.

O teólogo disse que recentemente também escreveu uma carta para Margaret Court alertando que sua oposição à homossexualidade precisa ser acompanhada de demonstrações do amor de Cristo.

"Recentemente escrevi um artigo desafiando Margaret para pregar a mensagem do amor de Deus em Cristo para a comunidade gay e não apenas uma posição moral sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O amor e a graça de Deus para todas as pessoas, como na minha história, devem vir em primeiro lugar. O pecado maior é não amar nosso próximo - seja gay ou hétero, cristão ou não, liberal ou ortodoxo", disse ele.

"A 'cristofobia' ou a discriminação contra pessoas que possuem uma perspectiva cristã sobre o casamento, é algo tão cruel quanto à homofobia. Este vídeo [no qual ativistas ofendem Margaret] revelou que o discurso de ódio existe em ambos os lados", destacou.

Bennet ainda lembrou que "em uma democracia, os protestos são bem-vindos para todos os pontos de vista", mas que "o vilipêndio e a difamação de qualquer grupo não deve ser tolerada".

"O que estamos vendo é a reação que diz que os fins justificam os meios. Estamos vendo toda a força de uma cultura trágica de vitimização que se desenvolveu através do estabelecimento da mídia polarizante", alertou. "Vimos uma nova paisagem de mídia, onde a ignorância mútua entre os cristãos e a comunidade gay é alimentada. Devemos nos afastar dessa maneira de se comportar, o que só aumentará o medo, o ódio, a dor e a dor".

"Como Paulo afirma: 'Deus reconciliou o mundo consigo mesmo, sem contar nossas ofensas contra nós, e confiando-nos a mensagem da reconciliação'. Devemos voltar a uma cultura de honra e dignidade, não a espiral de ódio e vitimização. Não devemos 'vencer o mal com o mal, mas vencer o mal com o bem", finalizou.
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