Principais líderes religiosos pedem “união” entre pessoas de diferentes crenças

Papa Francisco, Dalai Lama, bispo Justin Welby e rabinos de Israel se juntaram para fazer um apelo à união entre pessoas de diferentes religiões.
Líderes religiosos incentivam a união entre pessoas de diferentes religiões. (Foto: The Elijah Interfaith Institute)Os principais líderes religiosos do mundo se reuniram em um vídeo publicado na última quarta-feira (14) para incentivar as pessoas a fazerem amizades com seguidores de diferentes credos, a fim de diminuírem seus conflitos e promoverem a compreensão mútua.

 Em parceria com o Twitter, representantes das principais religiões do mundo como o líder católico Papa Francisco, o líder budista Dalai Lama, o Grande Mufti do Egito, Amin al-Husayni, o Arcebispo da Cantuária, Justin Welby e os rabinos chefes de Israel, David Lau e Jonathan Sacks, disseminaram sua mensagem em 16 idiomas diferentes.

A iniciativa organizada pelo Instituto Inter-religioso Elijah, baseado no slogan “Make Friends” (Faça Amigos), procura “reduzir a tensão social em todo o mundo, estimulando o contato interpessoal entre pessoas de diferentes credos”, segundo um comunicado do instituto.

“Nosso conselho é que você faça amigos entre seguidores de todas as religiões”, disse o clérigo muçulmano aiatolá Sayyid Fadhel Al-Milani, enquanto o papa Francisco e o rabino Abraham Skorka reforçam que suas experiências inter-religiosas têm sido enriquecedoras.

O Arcebispo da Cantuária, que é líder espiritual da Igreja Anglicana, argumenta que as amizades através da fé são a chave para lidar com as diferenças. “Nós não lidamos com as diferenças quando fingimos que ela não existe. Nós lidamos com as diferenças construindo relacionamentos”, afirmou Justin Welby.

Já o líder budista, Dalai Lama, diz que “podemos entrar em um nível mais profundo dessa experiência” por meio de contatos pessoais e amizades.

“Quando líderes mais importantes do mundo fazem um apelo à amizade, eles estão, de fato, mostrando uma maneira de praticar a religião sem rejeitar a outra”, avaliou o rabino Dr. Alon Goshen-Gottstein, diretor do Instituto Elijah.

O engano do ecumenismo

Embora muitos líderes religiosos sejam entusiastas do ecumenismo, a Bíblia mostra que não defende a unidade entre diferentes crenças ou religiões, mas ensina sobre a unidade que existe entre os que têm o mesmo fundamento de fé.

O pastor Bruno dos Santos explica que o movimento ecumênico acontece paralelamente à mudança geral de valores da sociedade e tem pontos de contato com as palavras mágicas do “Ocidente cristão”: tolerância, paz, humanidade, justiça e preservação da natureza.

“No ecumenismo, Jesus Cristo perde a sua posição de Cabeça da Igreja”, explica o pastor. “O ecumenismo depõe da posição de Cristo como única fonte de salvação. Se uma igreja que crê e prega que só a Fé em Cristo é que salva, misturar-se a outra que crê e prega que algo mais é necessário para ‘completar, assegurar ou garantir’ a salvação, como poderão conciliar posições tão distintas?”.

Confira a declaração dos líderes religiosos (com legenda em português):

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