Facebook censura citação da Bíblia e bloqueia usuária evangélica, mas postagem viraliza


O Facebook vem adotando uma postura bastante agressiva na oposição aos valores cristãos, e recentemente, uma usuária brasileira da rede social teve suas publicações que mencionavam a Bíblia Sagrada censuradas.

 Paula Felix, cristã protestante, publicou o Salmo 18 em sua página e a rede social censurou a postagem e suspendeu a conta por 24 horas. No entanto, a reação popular, compartilhamento e repercussão tiveram um efeito contrário ao pretendido pelos censores do empresário Mark Zuckerberg.

No post deletado pelo Facebook, Paula fazia uma reflexão sobre a passagem bíblica e sobre o equívoco de considerar a repreensão e denúncia contra o pecado como sinal de ausência de amor ao próximo.

“O rei Davi, no Salmo 18, nos ensina que Deus é fiel com os fiéis, irrepreensível com os irrepreensíveis, puro para com os puros, mas impiedoso com os perversos. Esse é o nosso exemplo, e assim como nosso Deus, devemos ser mansos com os mansos, humildes com os humildes, e não poupar o relho para com os maus. Não há nisso qualquer contradição com a obrigação, judaica e cristã, de amor ao próximo como a si mesmo. Ser duro com o perverso pode fazê-lo desistir da sua maldade, obrigá-lo a colher os maus frutos que semeou e pode, quem sabe, desviá-lo do mal, fazê-lo refletir e, quem sabe, salvar sua alma. E nesse sentido, quem ama mais o seu próximo? O que o deixa perserverar no mal ou o que corrige a fim de salvá-lo?”, publicou a usuária.

Desinibida, Paula não recuou na censura e se manteve expressando suas ideias a respeito da sociedade e políticas brasileiras, além de reiterar sua visão cristã a respeito dos temas. Sobre a censura, foi contundente ao apontar que “o tiro saiu pela culatra”.

“O Foicebook achou o Salmo 18 ofensivo à sua política e, além de excluir a postagem (inutilmente, ela já havia sido copiada), me bloqueou por 24h. Se o zé ninguém que a denunciou soubesse o número de pessoas que vieram a lê-la e a compartilharam e o número de pessoas que começaram a seguir meu perfil e solicitaram amizade PORQUE viram no bloqueio e na supressão uma arbitrariedade, roeria o pé da mesa”.

Ao final, agradeceu as manifestações de apoio: “Obrigada a todos os que se uniram para frustrar a censura, obrigada a cada amigo que compartilhou as minhas postagens, no Face como no Whatsapp, mas, principalmente, obrigada ao zé ninguém e ao Facebook pela propaganda gratuita”, finalizou.

Garras à mostra

O Facebook já foi alvo de inúmeras denúncias por sua postura parcial, mas recentemente, vem se comportando de forma incisiva em sua proposta. Seu fundador, afirmou sem pudores, que pretende que sua empresa substitua as igrejas como comunidade.

“Se pudermos fazer isso, não iremos apenas contornar a queda do número de membros nas comunidades que temos visto ao longo de décadas, mas vamos começar a reforçar a nossa fábrica social e aproximar o mundo”, afirmou.

A postura “politicamente correta” do Facebook, é na verdade, uma censura ao cristianismo, já que a empresa admite piadas pejorativas a respeito de Jesus, enquanto censura menções desonrosas a Maomé, figura principal do islamismo.

Recentemente, um ex-funcionário do Facebook admitiu que a empresa orienta seus moderadores a censurar notícias conservadoras, diminuindo o alcance dessas publicações e assim, permitindo que temas “progressistas” cheguem com maior frequência aos usuários.

O pastor Robert Jeffress, líder da Primeira Igreja Batista de Dallas, Texas (EUA), rebateu as declarações de Zuckerberg dizendo que não há possibilidade que a pretensão do empresário se torne realidade: “Deus criou a igreja e Zuckerberg criou o Facebook. Acredito que Deus e a igreja estão unidos há muito mais tempo que Zuckerberg e o Facebook”.
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