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Igrejas católicas condenam Israel diante de crise com muçulmanos

O Patriarcado Latino de Jerusalém condenou Israel diante das tensões após as novas medidas de segurança impostas pela nação judaica em torno do Monte do Templo.

24 de jul de 2017

Manifestante palestino joga pedra contra as forças de segurança israelenses. (Foto: Jack Guez/AFP)
Manifestante palestino joga pedra contra as forças de segurança israelenses. (Foto: Jack Guez/AFP)
Em meio aos conflitos que cercam o Monte do Templo, em Jerusalém, a Igreja Católica condenou Israel e defendeu que não houve violência por parte dos palestinos.

 No domingo (23), o Papa Francisco pediu “moderação e diálogo” após tensões surgidas em decorrência das novas medidas de segurança impostas por Israel em torno do Monte do Templo.

“Sinto a necessidade de expressar uma forte chamada à moderação e ao diálogo. Eu os convido a que se unam a mim na oração, para que o senhor inspire todos propósitos de reconciliação e paz”, declarou o papa.

No dia 14 de julho, três terroristas palestinos mataram dois policiais israelitas enquanto guardavam a entrada do Monte do Templo. Os três criminosos foram baleados pela polícia israelense e acabaram mortos.

Logo após o ataque, o acesso à Cidade Velha ficou fechado e foi reaberto no sábado (15) após a instalação de detectores de metal. A medida provocou revolta entre os palestinos e discordâncias entre Israel e Jordânia, responsável pela administração da Mesquita de Al Aqsa.

No fim da última semana, homens de origem palestina com menos de 50 anos tiveram barrada a entrada no local, o que provocou revolta entre os palestinos. Os confrontos deixaram três palestinos mortos e pelo menos 300 feridos.

Na noite de sexta-feira, três israelenses foram assassinados por um palestino durante o jantar do Shabat em sua casa de uma colônia israelense em território ocupado. Uma idosa também foi gravemente ferida.

Diante da crescente violência, o Patriarcado Latino de Jerusalém publicou uma declaração assinada pelos chefes de todas as comunidades católicas em Jerusalém, condenando Israel e favorecendo os palestinos. A declaração se referiu ao local por seus nomes árabes, desconsiderando qualquer conexão judaica com o Monte do Templo.

“Nós, Chefes das Igrejas em Jerusalém, expressamos a nossa séria preocupação com a recente escalada de violência em torno do Al-Haram ash-Sharif e nossa tristeza pela perda da vida humana”, disse o comunicado. “Condenamos veementemente qualquer ato de violência”.

“Valorizamos a continuação da custódia do Reino Haxemita da Jordânia na Mesquita de Al-Aqsa e nos lugares sagrados de Jerusalém e da Terra Santa, o que garante o direito de todos os muçulmanos a terem acesso livre à Mesquita de Al-Aqsa de acordo com o Status Quo”, continuaram os líderes.

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