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Máquinas de dízimos chegam ao Brasil e colhem ofertas durante cultos de forma digital e automática

23 de ago de 2017


Em tempos de automatização de tudo que se refere a dinheiro, as ofertas dos fiéis agora são alvos de empresas que criaram ferramentas exclusivamente para igrejas, chamadas “máquinas de dízimos”, com possibilidades de personalização para cada congregação.

 Há tempos que igrejas de grande porte usam máquinas de cartão de crédito e débito para colherem ofertas e dízimos dos membros, porém, empresas que viram nesse meio uma possibilidade de lucrar, desenvolveram as chamadas “máquinas de dízimos”, que permite cadastro dos fiéis e venda de tickets para compras em cantinas, livrarias e outras iniciativas das igrejas.

De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, as igrejas interessadas – sejam evangélicas ou católicas – compram as “máquinas de dízimos” por R$ 1.500 e pagam uma taxa fixa mensal, de R$ 180,00, e passam a usar o serviço para receber os dízimos e ofertas, com o apoio de aplicativos de gestão financeira, relatórios e outras ferramentas.

Há inclusive a possibilidade de criar uma espécie de “assinatura” para o dízimo e/ou oferta: o fiel que desejar, recebe da empresa (através da igreja), um chaveiro personalizado que, ao ser colocado próximo da máquina, efetua a doação de um valor pré-fixado, a ser debitado no cartão ou conta-corrente.

Julio Antunes, um dos sócios de uma das empresas que lançaram as máquinas, diz que o fiel tem a opção de receber um recibo de sua doação, e assim, os líderes religiosos teriam “mais transparência” no uso dos valores.

Rômulo Duarte, também sócio da mesma empresa, diz que assim os pastores e padres podem fazer o fiel “entender que não está bancando o carro”, e saber “para onde seu dinheiro está indo”.

Apelidada de “servo ticket”, uma das funções das “máquinas de dízimos” é a venda de “vales” com valores diversos, para serem trocados nas cantinas e bazares organizados pelas igrejas, uma das formas mais comuns de arrecadação durante eventos, com fins específicos.

“Fiéis têm medo […] de carregarem [dinheiro vivo] e serem assaltados”, justifica Julio Antunes. Até junho, sua empresa já havia vendido mais de 60 máquinas Brasil afora, mas o número crescerá, prevê o empresário.

Na Expocristã 2017 as “máquinas de dízimos” foram apresentadas por três empresas diferentes: Doação Solutions, Dízimo Fiel e Oferte Fácil, em estandes que receberam visitas de milhares de pessoas, incluindo pastores e demais líderes evangélicos, interessados na possibilidade de automatizar a contribuição dos fiéis.

Críticas

O público, em geral, não demonstra muita satisfação com a ideia. Nas redes sociais, internautas ressabiados chamam atenção para a possibilidade de burlar a lei: “Livre de impostos, tudo que for comprar, só colocar no nome da igreja que não paga imposto… dá para tirar uma grana fazendo lavagem de dinheiro também”, comentou um usuário do Facebook.

Outro, fez um trocadilho irônico: “A Seita Cheque!”. “Já tenho uma ótima pessoa pra pregar e eu posso cantar! Kkkkk A gente ri, mas é pra chorar… só neste circo chamado Brasil mesmo”, lamentou uma das internautas que também protestaram.


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